segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Scorpion Venom
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Some red...
Hoje me vi naquele norte, naquele campo elísio que tanto percorremos pra chegar e avistar que tudo pode ainda ser tão belo como a verde claridade esperança que brota de seus olhos. Pensei em ler dez livros de uma vez, de emagrecer dez quilos, contar dez histórias e dormir dez horas por dia. Aquele seu grito abafado embaixo de algum outro edredom ainda pode ser meu, desde que em algum jardim o perfume da rosa devolva o perfume que exalo por poros de pele e fios de cabelo. Tudo ainda sim é cabível quando se dá entrada ao novo, quando me exponho ao meio do sol e deixo que a minha cabeça voe. Imediatamente me parecem aqueles dias sem ânimo, aquelas noites em claro e uma nuvem míope que aparece diante dos meus olhos em cada momento em que me abraço à filha do medo, a dúvida. A mente gera momentos de incerteza e eu, viciada em racionalidade me deleito nessa angústia incessante do pensar e me proponho a escrever, devolvendo a vida aos meus olhos, devolvendo o movimento dos meus dedos. Nunca imaginaria que pudesse caminhar por tais sombras, que pudesse chegar a tão altas nuvens, e que fazendo isso pudesse encontrar retinas diferentes, espelhos cheios de alma, que refletem somente uma imagem contorcida: eu. Daí, as nuvens se colorem e põem-se a exuberar toda a margem que ainda não havia conseguido chegar. Por durante meses e anos ouvi falar em repetições. Não havia então ter de querer viver as mesmas sensações e sentir a mesma pele sendo que dentro da minha maior rouquidão eu conseguisse te fazer falar a minha língua e calar-me com a tua boca. Agora traga seu discurso inconclusivo sobre o amor! A própria armadura do guerreiro derrotada diante da beleza de uma flor que deita e derrama a ternura de um mundo inteiro. Diante dos seus olhos, dentro do seu peito.quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Jesus is A Lord!
Nenhuma outra face emite o mesmo som. Quando as luzes se acendem o sinal está dado e eu sigo em frente tentando penetrar em ondas luminosas que me encantaram desde a primeira vez que vi teus olhos. Nada permitido. Nada programado. O absurdo cantou-se em nuvem e eu caí... E até mesmo essa nuvem surda pode me fazer descobrir os enormes sons que em mim habitam. Fujo de um mundo onde os falcões têm voz e vez, e minhas pobres asas ainda estão por se fazerem crescer, onde o meu nome habita somente a boca daqueles que o usam, onde o meu corpo é estrada da vida. É tudo tão sinérgico! Tanta luz na escuridão, tantas voltas que assim só se vê quando o candelabro está com a vela acesa...'E nem ligo, como pode no silêncio, tudo se explicar.'
Lorena A.
domingo, 27 de setembro de 2009
Complexo de Ícaro
Frame.

Já consigo perceber que a vida é feita de fragmentos. Momentos que se misturam a histórias e fazem um eu, fazem um você. Vejo isso a cada momento que entendo, sinto e percebo. Dentro de um moinho louco dos acontecimentos, vejo gotejamentos de intensidade e lucidez; uma maneira rápida e evidente de se dizer o que é vida, de se perceber humano. A cada dúvida esmiuçada, a cada banho de desejo ou de decepção, a impermanência minha amiga se revela cruel e absurda; majestosa e divina.
No suspiro que precede a palavra prestes a ser propagada, eu me abrigo naquela que cala. Depois que descobri a profundidade do abismo imenso que há dentro de mim, perdi o medo de me jogar…
Lorena A.
domingo, 20 de setembro de 2009
Nocturne

Quero me forçar a desfazer o óbvio, quando o que ainda consigo manter é verdadeiro. De uma força cálida e estúpida esse vento torto me faz borbulhar, entre os devaneios tolos e as mil e uma possibilidades. Derramo ego como quem colhe sentimentos. Perco a vontade e me torno pálida. Mas cheia de sangue e de carne por dentro. Os olhos ainda brilhosos escondem uma face lânguida e monótona, cheia e lacunas imperceptíveis ao teu olho nu. Penso em viver a vida que há nos haikais, nos contos lúdicos e românticos. Na maestria geral que habita os sons de harmonia. Na leveza imensa que deve haver no teu toque que sinto ao me olhar. De onde provém tanta pureza? Existe permissão pra se sentir assim? Habito em peito, um coração. Digo ao mundo, o todo. Eis me o amor de verdade! Redenção!
Lorena A.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Disparidades...
E tudo do que parecia ser, se torna nuvem dispersa.
Que vai voando junto com os meus dias
Junto com os dizeres que não foram murmurados
Nem as noites não dormidas.
Tudo some e desaparece instantaneamente
Procurando algum lugar pra sentir que existiu
Ou querendo ser alguém que um dia não foi.
Tudo não passou de brincadeira
Foi coisa à toa, passatempo.
Pois coração não atinge cérebro
E cérebro não atinge coração!
Penso no tempo, na vida, no vão
E continuo a buscar o brilho da minha estrela
Em cada um que circula pelo meu caminho
Em cada canto que percorro
Por cada lágrima que me ofereçam.
Lorena A.
domingo, 23 de agosto de 2009
Ausência.

Eu adoro ficar em casa sem janela e nenhuma porta fechada.
Eu adoro ficar inerte passando pelo céu da tua boca.
Imenso vazio no peito deste ser que se chama de meu,
Desse cheiro intransigente que me perdoa a cada vez que a ele me rendo.
O que fizeste de mim?
Usaste a tua magia?
A tua mecânica de flores,
Um grito de idas e vindas...
Naqueles absurdos que você não me diz... Apenas silencia.
E eu calo devaneiadamente, junto com as rosas desvanecidas
E a ausência que carrego de ti.
Lorena A.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Leque.
Chego a ficar até tarde pensando nas possibilidades que dormiram em mim. Na chuva que teima em não cair e naquela próxima época que vamos viver. É tudo tão bonito, que merecia mais. Estar mais perto, mais presente. Sem fatos sórdidos. Só nós simplesmente.
E mais nada.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
GO
Nick Farewell
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Eye.

Quando a paisagem se reverte
E tudo que gira se torna nobre
A amizade se procede
Dando-nos vida e consorte
Vento traz idéias oriundas
De mundos que nunca vivi
Absurdos de angústia rouca
Passados, presentes
E afins.
Tudo que hoje transmigra fome
E a imprevisibilidade de um amanhã.
Lorena A.
Picture by Jailson Filho. (por El Trio Fotografia)
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Até onde se pode ir
Sendo que sempre onde há abismo
Há o profundo?
Sendo sempre o mesmo infinito horizonte
Algo que ascende sem dizer por quê.
E há um por quê?
Por que haver lógica em tudo
Dentre as lacunas irracionais?
Me pergunto se há algum mundo
Se ainda existe algum modo
Algo mútuo e brilhante
Calmo... E passivo...
Sua mente,
Sua estante,
Sua âncora
Vôos rasantes desconexos
Correndo riscos e deixando pegadas.
Clareando a mente pra enxergar o caminho.
Lorena A.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Olhares
Seu jeito de ser eu sinto logo
Algo que condiz com o conturbado
Com o impetuoso e o límpido
Assim mesmo quando me mantém segura
Dentro do cálice de escuridão.
Que por onde ando me perseguem
Trazendo junto com raios de Sol
Lado negro de Lua
E pequenas passagens entre um e o outro.
Sendo ser desapegado que chora
Mas que depois se revela a liberdade.
De ver o mundo e suas outras cores
Compor canções em língua de anjo
Perpetuar a terra manchando-a de sangue
Buscando lábios azuis
E olhos verdes.
Tudo se abriu sem pudor alternativo
Sem um porque conseguinte
E eu
Não posso perder esse circo
Pois foi em mim
Que algo não se perdeu...
Lorena A.
domingo, 9 de agosto de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Mar Egeu
Chuva de prata que entorpece o estômago, a cabeça, a pele e tudo que te causar uma sensação de que nada pode dar errado; que o acaso vai nos proteger. É bem assim quando se define algumas escolhas. Pois ao mesmo tempo em que se obriga a viver pós traumas, superações; o mar de dúvida se abre como no mar Egeu e você se vê com o mundo em suas mãos. Eu não me importaria de sentir uma nausezinha por isso, não. É tanto que senti um novo desejo; um desejo de liberdade física, que pode vir a me servir em alguns momentos recorrentes. Antes e depois do fato. É como se somente o poder contemplar o céu lá de cima, já me abrisse os olhos, sendo simplesmente o profundo meio da dualidade das coisas. E o que seria eu?sexta-feira, 31 de julho de 2009
Eixo
Olhando a Lua me descobri nela
E descobri quanta graciosidade persiste
Quando o que se deseja é o amor!
Fico a vagar por horas sem saber o que existe
Buscando nadar em vôos nada cômicos
Mas que atomizam o meu desejar.
Tudo que se diz não é mais torto
Nem oco
É preenchimento de querer.
As vidas agora se entrelaçam
Entre mundos
Vidas engatilhadas, prontas para atirarem-se
Rumo uma à outra.
Vida:
Sendo tudo aquilo tudo que pulsa
Aquilo tudo que pensa
E tudo aquilo tudo que nos move...
Traz o descobrir um caminho novo
Percorrido por espírito velho
Mandando vir de longe
Aquele sabor de estrela
Aquele toque de nuvem
E aquele perdão pra sempre...
Na foto, um semblante
De perto um coração
A vida, sem qualquer opção, arde
Tresloucadamente, então
Sigo seguindo-a sem saber sofrer
Protegendo o âmago feito concha
Ou doando o eu
Ou algo que se perdeu no meio
Que já não me pertence mais!
Pois só me rendo ao universo
Ao além de tudo
Que me deixa em paz.
Lorena A.
sábado, 25 de julho de 2009
terça-feira, 14 de julho de 2009
be careful.
scraps.
And they drink another tears...
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