quinta-feira, 4 de junho de 2009

oO



O medo de amar me transformou num monstro.

terça-feira, 2 de junho de 2009

"Eu"

Quero saber mais sobre o mundo de fora, pois me resta tempo saber do mundo de dentro. Entre as pessoas que conheço, a maioria percebe mais o de fora. Isso não é bom nem mal, simplesmente é e eu busco o equilíbrio. Deixo que cada um tome metade de mim mas sem me partir ao meio. Ser metade, sendo inteira.
São drinks o que a vida me oferece o tempo todo. Percebi hoje que ando vivendo feito concha, protegendo uma pérola que é minha, mas que na verdade eu quero mesmo é entregar a alguém na rua ou no trabalho, na blogosfera ou na rave da próxima semana. Algo infortuito e curioso. Quanto mais ar eu respiro, mas a terra me envolve e eu me seguro, seguro.
Hoje vejo que tudo é tão sem sentido quanto era antes. Lembrei de uma frase dita por alguém a alguns meses atrás: tu é tão tu. Eu sou tão eu! E é mesmo; EU era. Assim, demasiadamente eu. Sem referências ao egoísmo, pois o que desejo é a quebra do ego. O eu não existe, e junto com ele, alguém que o fez uso durante a vida toda.
A vida do é hoje é feita pros insights. As lamparinas do juízo. Nada nem bom nem mau. NADA.
Pois os estados de ser são como qualquer outra coisa. São impermanentes assim como "eu".




Lorena A.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Let-go.


Quando alguém morre - quem quer que seja que você conheceu, amou e conviveu, alguém que se tornou parte do seu ser alguma coisa morre com você também. Naturalmente, você sentirá falta da pessoa e experimentará um vazio. Isso é natural. Mas esse mesmo vácuo pode ser convertido em porta. E a morte é uma porta...
A morte é o único fenômeno existente que não foi corrompido pelo homem. Em contrapartida, o homem corrompeu tudo, poluiu tudo. Somente a morte ainda permanece virgem, não corrompida, intocada pelas mãos do homem. O homem continua perdido em relação ao que fazer com a morte. Ele não a pode compreender, não pode fazer dela uma ciência: eis por que a morte ainda não foi corrompida, e atualmente apenas ela foi preservada da corrupção. É a única coisa que permanece incorrupta no mundo.
Durante séculos nos tem sido ensinado que a morte é contrária à vida, que a morte é inimiga da vida, que a morte é o fim da vida. Naturalmente, ficamos assustados e não podemos relaxar, não podemos estar num let-go*. E se você não pode estar um let-go em relação à morte, permanecerá tenso em sua vida, porque a morte não é separada da vida.
Se você não aceita a morte, permanece incompleto, fica pela metade, desequilibrado. Quando você aceita a morte, também se torna equilibrado. Então tudo é aceito: o dia e a noite, o verão e o inverno - ambas, a luz e a escuridão. Quando as polaridades da vida são aceitas, você ganha equilíbrio. Torna-se tranquilo, torna-se inteiro.



By Osho.

*Let-go: relaxar, deixar acontecer, deixar rolar.

sábado, 30 de maio de 2009

habla me!



Você sabe falar de amor?
Quão vasto e inerte é este sentimento, então!
Se falasses com a língua
O demorar seria perfeito
Paira-ri-ão sobre nós reinos e majestades.
Mas de fato
Que língua é essa?
A tal qual
Não conseguimos conversar?

Apenas de aulas nos contentamos
Cheirando a música
E a poeira de tempo.
Brincando de futuro,
e sempre sempre
lembrando o pseudo-passado comum.

Nas cartas não vejo mais viagem
Nem mais vantagens
Caberem dentro de um idioma
Que desisti de cantar.

Apenas é oco o meu grito
E inválido:
Já que não consigo fazer
Você em mim penetrar.




Lorena A.

Vontade de ser junho.

Vejo que atraio tudo que penso. Todo subterfúgio de sentimentos é obra-prima de um ser. As emoções se configuram como grandes estrelas brilhantes, colorindo quadros que pinto. Enquanto isso, diversos outros muitos retratos que penso em tirar. Estátuas gigantes crescem cada dia que passa e me mostra egos pequenos, mediocridade distante e vontade latente. Acho que isso é ser gente. Num mundo de hoje tão atribulado, atrapalhado, me faço em 700 personalidades presentes e inconstantes. Pecado não deve ser, pois pra todos é permitido; e faço isso com arte. Mereço a vida como qualquer grão de pó que voa pelos céus. Por entre nuvens que me trazem melodia. Sincronismo. E assim consigo entender a Sinfonia da Vida. My heart is a [fragile small box].
Lorena A.

wait ´till tomorrow.



We don´t have wait untill tomorrow....

quarta-feira, 20 de maio de 2009

grey and blue sky


Às vezes me pego desejando certas canções que ainda ninguém nunca cantou. Talvez seja por efeito de uma realidade etérea, ou de alguma maneira a vontade pulsante que me faz acordar em uma hora inesperada. Os sustos, os sonhos, os medos são sempre os mesmos quando se procura irradiar a luz das estrelas ou simplesmente falar com outra voz. É claro que o magma presente em mim é seu e ele ferve como o de costume. Mas assim mesmo como ferve, também transborda, dança, escorrega pra algum lugar junto com uma parte de mim.


É desencanto o que se mostra assim. Mas a distância é mãe certas vezes, como eu já haveria de saber. Pois não há mundo sem habitantes, apenas flores pedindo perfume, deixando que o azul ou cinza de certos céus se espalhem como quem não quer nada. Te trazendo ou me levando a cada momento que surge junto com a imagem daquilo que vem a ser.








Lorena A.

domingo, 17 de maio de 2009

The sublime logic.

Refreia todos os teus desejos. Deixa crescer mofo nos lábios. Transforma-te numa peça de seda imaculada. Deixa que teu único pensamento seja a eternidade. Procura assemelhar-te às cinzas mortas, frias e sem vida, ou sê como um velho incensório num santuário abandonado de uma aldeia! Põe tua fé nisto e disciplina-te. Deixa que teu corpo e tua mente se tornem objeto da natureza, tal uma pedra ou um pedaço de madeira. Quando um estado de perfeita imobilidade e inconsciência é obtido, cessarão todos os sinais de vida e mesmo os traços de limitação. Nenhuma idéia te pertubará a mente. Até que, súbito, descobrirás uma luz brilhando no seio de uma alegria imensa! É como cercar-se da luz no meio das trevas. Como receber um tesouro na pobreza. Os quatro elementos e os cinco agregados não mais se assemelham a pesados fardos, tão leve e tão livre tu estás. Tua própria existência foi libertada de toda as limitações. Estás aberto, leve, e transparente. Ganhaste uma visão iluminadora da verdadeira natureza das coisas, que te aparecem agora como flores fantásticas sem realidade concreta. Aqui se manifesta o ser sem sofisticações, que é a face real do teu ser. Aqui é mostrada, em toda a sua nudez, a paisagem do teu nascimento. Há somente uma paisagem direta e desobstruída internemente. Isto ocorrerá quando entregares tudo – teu corpo, tua vida, tudo enfim que pertença ao teu ser mais íntimo. Aí sim, alcançarás a paz, a tranquilidade na ação e deleites inexprimíveis. Todos os sutras e sastras nada mais são do que comunicações desse fato. OS sábios antigos e modernos esgotaram o seu engenho e imaginação para apontar esse caminho. É como o destrancar da porta de um tesouro. Quando chegamos à entrada, cada objeto que a vista alcança é nosso, cada oportunidade que se apresenta está disponível para nosso uso. Acaso não poderão ser obtidas todas as posses aguarda apenas o que descubras e utilizes. Isto é o que significa: “Uma vez ganho, eternamente ganho, até o fim dos tempos”. Todavia, nada foi ganho. O que obtivesse não é ganho. No entanto, há algo que foi realmente ganho.




Sekiso (Shim-Shuang).

terça-feira, 12 de maio de 2009

Deixe estar!






Let Be.

domingo, 3 de maio de 2009

love is a game[insert coin].

Não é necessário que eu me contente com os tons de cinza pois o que desejo é bem mais colorido e diversificado. O rastro do teu ser me persegue, parece que pintou nos olhos algo que não consegui definir, a cor talvez que eu tanto desejei encontrar, mas que ao contrário de se ver, se esconde. Algo calado ainda permance falando. Mas não assim de hora em hora, ou quando alguém sugere algum assunto. Só quando a escuta da fala é feita pra dentro, o avesso, no inconsciente que se projeta pro mesmo dentro e bate, bate no peito, e eu escuto. Feito canção descompassada, um riso altivo, algo sem graça. Uma ópera de coisas doloridas e másculas, guardadas em uma caixa de transe, cheio de glitter do céu e ventanias do mundo. Preciso usar óculos escuros quando te ver. O brilho é muito, inútil e delatador. Muita saudade é o que estou sentindo.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

suffice it

E nada do que eu havia dito tinha muita necessidade. O valor imensurável da experiência pessoal precisava ser visto, ouvido e digerido. Pelo menos alguém ouviu e interpretou bem, entendeu o que eu disse e interagiu comigo. Me deu conselhos e força. Me fez ver em frente. Só me resta seguir.

Às vezes as cores me fogem feito nuvens entre os dedos; a pele, fica menos encorajada, perde o sabor e ganha o medo. A boca fica levemente branca e as pernas, trêmulas. O coração palpitante em ânsia. Muita ânsia. De todos os tipos: de vômito, de âmago, de saudade, de solitude, de solidão.

Como gritar com um eco mudo, o supra sumo, às vezes interpretável embora completamente compreensível? O bastar-se em si mesmo é isso. Sem mais delongas ou reverberações contraditórias, é. Tudo processo. E o objeto processual? Eu. Alguns chamariam intuição, sexto sentido, premonição. Não me chateio nem nada pois o beyond deles anda escondido. Será que somente eu enxergo? Será que somente eu não vivo essa cegueira generalizada? Uma certa paralisia talvez, mas a cegueira não me cabe. Certamente não ando sozinha por esse caminho onde se precisa ver o que se está além. Vivendo o momento presente, fazendo de si mesmo, a mais incrível e verdadeira obra-prima.

Dói. O processo é dolorido. A dor faz parte do sofrimento e o sofrimento faz parte da declaração do universo ao mundo, da mudança, da simples e imensa evolução. Aonde ela está? Aonde ela estaria? Dentro de algum lugar que se fechou, mas que se retorce em vontade de se abrir, que pensa que acabou, mas no deep sobrou alguma coisa de mim e de você lá; ou daquelas pessoas com quem convivi ontem.

Sabedoria em versos de quem não sabe nada.

Não me faço tapete pra que me pisem, mas pra que possam voar todas as noites no estranho manto de glitter no céu. Não entrego o coração pra que o menosprezem, mas para que façam dele um catalizador. Uma arma transbordante de energia imbatível, impenetrável, indestrutível. Não costumo virar as costas pra nada. Às vezes acontece. É importante. Dizer não também faz parte.

Entre muitos momentos não sabia o que dizer, mas o fazia, pois amava o desnecessário. Meus olhos eram cegos, e assim haviam de ser; pois ainda não sabia enxergar a verdadeira beleza. Algo me golpeava a alma, algo parecido com febre ou asas perdidas num caminho. E assim, hoje me faço só, parada a decifrar essa transcendência.

The sublime logic leads to absolute telepathy.

E como o susto de primeiro passo, assim senti: o vago, um sem corpo, que por uma dor que nunca cessa, abriu-me de súbito. “Um céu debrulhado e aberto, planetas, plantações palpitantes, a sombra perfurada, atravessada por flechas, fogo e flores. A noite agasalhadora:o universo. E eu,um mínimo ser, ébrio do vazio enorme constelado, à semelhança, à imagem do mistério, senti-me parte pura desse abismo, girei com as estrelas, meu coração se desatou no vento”…


Today I don´t scream “rescue me” more.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Amores I: Terusa.

[... ]onde está o amor morto?
O amor em que lugar vai morrer?
Pelos celeiros remotos, ao pé das rosas que já estão mortas
soterradas sobre sete pés de cinza daquelas casas pobres
levadas por um incêndio na aldeia?
Oh, amor
da primeira luz da manhã,
do meio-dia tenaz e suas lanças,
amor como todo o céu
gota a gota
quando a noite atravessa pelo mundo
em seu total navio,
Oh, amor
de solidão adolescente,
Oh, grande violeta derramada
com aroma e sereno frescor cheio de estrelas
sobre o rosto:
aqueles beijos que subiam a pele,
enramando-se e mordendo
desde esses puros corpos estendidos
até a pedra azul dessa nave noturna.

Terusa de olhos grandes
para a Lua ou Sol de inverno,
quando as províncias recebem a dor e a traição
do esquecimento imenso e tu brilhas,

Terusa,
como cristal queimado do Topázio
como a queimadura do cravo
como o metal que estala no relâmpago
e para os lábios da noite transmigra.[...]



Pablo Neruda.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

cabeça-tronco-sexo-coração.

Acordo. Abro os olhos devagarzinho, não me mexo enquanto posso. Fico na mesma posição. Aos poucos espreguiço-me, mexo cada músculo lentamente, como uma dança, um ritual de bem estar físico.

Não penso em nada. Não consigo lembrar de nada. Nem da noite passada. Quieta. Estiquei-me um pouco mais, encontrei um outro corpo. Não sei exatamente aonde nesse corpo toquei. Aparentemente não se incomodou. Não se mexeu. Eu queria que se mexesse, uma forma de impor a minha presença acabada de desadormecer. Fiquei quieta alguns instantes.

Segundos. Na transição entre o sono e a realidade, senti um toque. Armadilha. Aquele corpo sentira o meu toque. Armadilha. E dava respostas. Armadilha. E pedia respostas. Armadilha. E eu sem saber o que fazer. Redenção.

Me contorci um pouco e consegui me esquivar, mas loucamente à vontade de responder aos estímulos alheios. Me contive. Mente racional, mente co[m]edida. Isso durou mais alguns segundos, pois o corpo já se postava atrás do meu, imitando minha posição. Encaixando-se.

Embora tensa e cheia de tecidos entre aqueles dois seres quentes, havia um certo prazer meu naquilo. Uns cheiros típicos humanos do acordar. Uma não necessidade de abrir os olhos e a imensa vontade de mantê-los fechados.

I´ve got all my life to leave. I´ve got all my love to give.

Então. Essa luta de poderes mentais e instintivos certamente teria um fim, e, naquela manhã deslumbrante de chuva que caía por trás da janela; eu mesma teria que ser a bandeira. Seja a branca, seja a negra.

Voavam junto com lençóis e travesseiros, pudores, medos e medidas. O que restava agora eram apenas reverberações não escritas e não ouvidas, parimentos de estímulos anteriores.

As mãos se entreçavam pelos corpos como se houvessem olhos em cada ponta dos vinte dedos das mãos. E ouvidos nos dos pés. Cada círculo de pele era minunciosamente percorrido por instintos, a ponto de não permitir que nenhum território conhecido antes ou não pudesse passar despercebido.

Era a força do amor que deixava que cada gota de existência fosse se esvaindo… se esvaindo e depois fosse trazida de volta por saudades sem um destinatário. Um momento na vida de qualquer trapo humano, qualquer um que se configure cabeça-tronco-sexo-coração.




Lorena A.

segunda-feira, 20 de abril de 2009



"Virgem e puta.
Cipestre que ri.
Cosquinha no céu da boca."







Dalton Trevisa
n.

sábado, 18 de abril de 2009

A rosa desfolhada.


Tento compor o nosso amor
Dentro da tua ausência
Toda a loucura, todo o martírio
De uma paixão imensa
Teu toca-discos, nosso retrato
Um tempo descuidado

Tudo pisado, tudo partido
Tudo no chão jogado
E em cada canto
Teu desencanto
Tua melancolia
Teu triste vulto desesperado
Ante o que eu te dizia
E logo o espanto e logo o insulto
O amor dilacerado
E logo o pranto ante a agonia
Do fato consumado

Silenciosa
Ficou a rosa
No chão despetalada
Que eu com meus dedos tentei a medo
Reconstruir do nada:
O teu perfume, teus doces pêlos
A tua pele amada
Tudo desfeito, tudo perdido
A rosa desfolhada



Vinicius de Moraes.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

The finest m[a]n.



I´m girl of family, baby!

Don´t try to buy me with those eyes.
What in your life doesn´t reach,
My feet look for stubbornness.
Me and my
endless desire to smoke.
My detachment
disappearing ...


"After all this years of ploughing through the weeds
I have turned wise and grey
With every fibre in me
I have lived to see you grow to be
The finest m[a]n...
"

by T.G.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Star way to heaven...

Àquele que me escreve
E que lê os meus textos,
Vos digo:
Que é de alma que dança
Que é de dente que sorri
Sendo mesmo um coração que mente
Que anda
Na direção contrária
Onde talvez queira me perder.
Sem falsas rimas ou
Pobres rimas!
Sem devanios fortuitos
Ou apenas o desejo de ouvir a tua voz.
O que vem é ritmado
Um galope mal-amado

Uma amizade não resolvida
Um dizer malogrado
Jardins sem flores,
Sem amassos...
É a tal ausência que me pertuba
Algo sobre não ter mais
Aquela mistura perfeita
Ou a mão nos cabelos cortados de três em três.
Não sei
Porque quem dizem são os astrólogos,
Não sou eu.
Que esse amor está nascido
Star way to heaven.







Lorena A.

Beyond...

A gente brinca de ser feliz sugerindo sonhos, desejando encontrar a perfeição em alguma esquina de nuvens. Isso me soa clássico quando o que se quer quando se é humano seja exatamente isso. De alguma forma eu sou parte disso. Não fico necessariamente adormecida ou dormente por as coisas se desenvolverem assim pois não desejo exatamente o óbvio. As confusões, os impasses, os remanescentes de algo que ainda está para se descobrir ou aparecer, tem mais a ver com alguma coisa dentro de mim do que aquilo que os meus antecedentes acham. Alguns me mandam pensar, mas aí eu digo: pra quê pensar se ultimamente não tenho tido nenhum pensamento bom?
Por conta disso, descobri o que a palavra choque significava desde muito cedo. As contradições, os buracos não preenchidos durante uma infância médio conturbada e uma adolescência completamente fora do normal são coisas que necessariamente durante bastante tempo me soaram familiares.
Por conta disso e um monte de outras coisas emaranhadas em um nó que se chama eu, tive a chance de ver um mundo não obviamente claro, mas algo que estava além dele... o meu eterno beyond.
Tem muitos pássaros voando ao redor de mim agora. Deve ser o porquê dessa angustiante vontade de voar.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Murmúria.


Quero descansar os olhos em uma boca quente
E muda
Entre múltiplas mãos
Sentir os cabelos sendo amarrotados
Emaranhando sentimentos
Cheiros e cachos.

Viajando a cada doce instante improviso
Eu permito
Que o seu dia se torne menos cálido
E mais claro
Iguais aos meus
Quando é de retina minha que se faz a tua
Glória
Em alguma história
Que se fez contar.

Deixar que cada canto transpareça
E apeteça
O sentido do caos comum
Dentro de dois
Mundos ou corações.

Pra isso faço uma prece
Um lance qualquer
Mas as vestes que te diziam alguma coisa
Não existem mais
E entregaram o meu eu,
Inteira.





Lorena A.

Mi corazón.

Atravessei o túnel. E isso era tudo. Parecia que não teria fim, que a luz nunca chegaria a ser detectada por minhas retinas. Doce ilusão! O amargor é passageiro, assim como o tudo. Aquelas histórias também são passageiras, assim mesmo como o que você me falou hoje junto com todos aqueles poemas mostrados no meu livro e junto com aquele que você não conseguiu mostrar, pois o calor da hora era sólido.
Não tenho mais medo, porém. Mas já tive. Um medo que ainda ecoa um pouco no meu pensamento, junto com a falta das juras e dos acertos. Mas no mais, não tenho mais medo. Depois que se aprende a cair no abismo, é onde você encontra segurança e quer de novo. E de novo e de novo e de novo. [loop]
Ir pegar o Rio Amazonas com a mão deve ser lindo assim como pegadas de dinossauro. Tudo lindo, tudo novo, tudo nosso. Não menos digno que seja assim, pois tudo é sonho e não menos realidade. Tudo é profundo e vago.
Às vezes preciso que as lágrimas derramem um pouco de mim em você pra lembrar que ainda sou humana. Que ainda sou algo parecido com o que se diz ser gente, e que por isso sinto something about humans. Mas nada que traga nenhuma sordidez. Pois agora ficou tudo claro.



[Me identifico muito mais com esse seu mundo desconhecido, do que com esse que habita o ser dentro de mim. Enfim, busquei um jazz, e entregaram-me um tango... Salve-o, salve-o en mi corazón!]






Lorena A.

scraps.


Trimera Casa de Letras.

Blogueiros do Piauí.