
blaming global infection
for the illness in him
Little knowdledge of the non-affection
between him and his
Oh, grey, bitter, anxious and collapsed.
Like a wallflower once blooming
withered to apparent death
Blaming the guilt
crying the tears
torture the pain
leaving the emptiness behind
apparently he had no reason
to harbour the trust
he´d forsaken the trust
that harboured within
walk, I cannot walk
for I am blind, blinded I am
by the pitch of dark, so dark is it
the narrow street, never ending narrow
silently I try
try to walk, blinded by the pitch
the narrow darkness, clogs the street
I am speechless
I am speechless
fears puts a rush on my steps
as I stare into the spinning depth
the end is not near the sight that I am hoping for
and all the light that paves the way for me
is the wish and will for the end to see
the bright light is the end of the black light district.
the gathering.
sábado, 26 de julho de 2008
black light district.
sexta-feira, 25 de julho de 2008
in moments!
instante
ante o presente
é o passado foi
um futuro que
deixou de ser
o que era
dentro do
tempo confuso
é mudo
nefasto,
perpendicular.
me boto
me borro
me assombro
que sufoco!
um choro que em
detalhes a pele
esquece
sem saber.
revive,
lembrança,
criança colhida
no passado
essência de aço
mormaço
da vida na cabeça
em frame.
lorena a.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Auto definição.[Pode?]
Creio que é muita pretensão definir-me diante da imensidão de mulheres que habitam o meu corpo carnal. Me vejo em quatro, cinco, dez, cem. Depende do momento. Sou almodoviana, freudiana, bocaggiana. Meio Clarice Lispector e e completamente Greta Garbo. Pagu poderá ter sido eu em numa encarnação passada. Depende do seu empenho em querer ver-me, ouvir-me, ou sentir-me. Depende do dia da lua, pois minhas funções se dão como ela em ciclos. Sou naturalmente uma deusa e prazerosamente humana. Sei que meu cheiro é bom e que minha voz pode ser suave. Amo as gentilezas mas nem sempre confio nos elogios. Prefiro qualquer espelho e a realidade mostrada nele. Preservo a solidez das amizades, mas também sou escrava da intensidade das paixões que podem ser de todos os tipos. Paixão pelo céu azul que vejo pela minha manhã clara e evidente. Ou por um beijo que certamente irá desmontar-me. Me vejo na beleza das coisas e na sinceridade das palavras. Tenho rompantes e posso pecar por isso. Amar é a minha determinação, o meu lema. A intensidade, meu sobrenome. Tenho como refúgio a maturidade. Nela me seguro e resguardo meus pensamentos. Deveriam ser assim com algumas ações, mas me encaixo na inquietude de ser evolucionista e sigo em frente. Não tenho medo das pessoas nem do que elas sejam. Tenho receio sim de más interpretações e pré julgamentos torpes. Tenho imaginação fértil. Nunca vou me permitir se não for isso que eu queira. Viajo sem sair do lugar, mantendo os pés no chão e a cabeça nas nuvens. Aterrissando idéias estúpidas ou brilhantes.Lorena A.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Amity.
Amity.
Este post é dedicado a importância de todos aqueles que elegi como amigos na minha caminhada.
Amo incondicionalmente todos vocês.
E aos que não estão próximos fisicamente, todos as energias cósmicas me perpetuam até perto de vocês. Com minh´alma.
Lorena A.
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Liberdade.
Se não consegues enxergar minhas asas com teus olhos, fura-os!
Pois estes não servirão para que enxergues minh´alma.
Lorena A.
Alvorada.
Quando abro a janela e vejo o sol despontando imagino a imensidão que há nesse mundo aí fora e conecto me mais ainda com a imensidão que há dentro de mim.Por isso que fico calada. Em cada minuto de observação é momento de contemplação e magnitude; de deslumbre e é por isso que eu evito te dar qualquer palavra. Porque qualquer uma diante disso pode parecer torpe.
Como diria um amigo Blake, a energia é a eterna delícia!
Agora que a vida andou, não posso parar. Finjo que dormi pois pode parecer estranho. Uma pessoa que não dorme não pode ter desejos [in]sanos. Mas olheiras entregam esse ouro que tento esconder pelo menos agora de manhã. Pelo menos agora quando sei que esse frio vai esquentar e meu corpo continuará sozinho, na permanência cálida da espera. Na incessante idéia de que o diminutivo dará vazão à amplidão... À amargura de ter-te do meu lado. E mesmo assim recusar-me te deixar dentro de mim.
Lorena A.
terça-feira, 8 de julho de 2008
segunda-feira, 7 de julho de 2008
In my mind.
Entre o tingir teu céu de vermelho e correr atrás das minhas brisas corrompidas, eu prefiro a mim. Prefiro ser essa metamorfose ambulante. Humanísticamente derrotada por suas convicções autônomas. Sugeridas como mais do meras bússolas na busca do caminho a percorrer. O desapego me ocorre e me sinto até mais livre assim... Embora pareça distante. O sonho já mora aqui. Na minha mente.lorena a.
domingo, 6 de julho de 2008
Asas no exílio de um corpo.

Ofegantes passos dados à tarde. A sensação de peso. Amargura.
Doces ventos corrompidos. Cheios de uma rara beleza.
Numa imensidão perdida, meu âmago está. Envolto em liberdade contundente.
Tudo um porque dizer-te um talvez. Alegorias fajutas já não existem mais.
E cai à mascara da realidade.
Metamorfismos ecoam com júbilo àqueles que a mente permite uma transmutação sincera.
Algo relevante. Que se possa buscar com freqüência. Onde recorrem muitos mundos.
Muitos mundos meus ou seus. Coisas que ninguém sabe dizer.
O imposto é o sentir e eu carne-fraca da mente, não ousaria transgredir.
Não perco o poder de pedir perdão. Não nego o que poderia vir então.
Apenas prego o amor que não é em vão. Numa troca, sim ou não.
Lorena A.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Sendo.
domingo, 29 de junho de 2008
Light.
No cansaço da repetição, me vejo em luz.Naquela luz que emana de um lugar específico que
digamos, só eu sei a determinada proveniência.
E mesmo sabendo disso tudo, não faço gestos gloriosos por saber. A turbulência é intima, mais do que eu poderia imaginar. Faz parte de um fazer de tudo pra manter o controle, sendo que na melhor das hipóteses um sorriso derrama as minhas lágrimas.
Intempestivamente corro por entre as borboletas frágeis que moram no meu estômago. Chega a dar náuseas quando a conversa fica naquele ponto. O crucial, que sempre eu só consigo identificar por ti, porque por mim, todas as fichas já foram gastas e eu que vivia no sempre presente, faço parte hoje da roda dos distraídos, desatentos. Daqueles em que se pode confiar. Pois por você não vou me apaixonar.
Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar.
[Dizem, né?!]
Lorena A.
sábado, 28 de junho de 2008
Agora.
Da sorte que fala por si, que se transpõem em dramas; como arte, sendo aquela coisa que você julga ser o porquê de todos os sentidos. Dos seus sentidos maiores, das visões, dos desejos, dos sentimentos.
Mas assim mesmo vou correndo pra ver o meu amor, pra achá-lo mais rápido, um rompante! Uma rasteira. Flâmula branca hasteada. Redenção.
Lorena A.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
No doubt.
Nada como a dúvida que cessa. A chuva que passa, dando lugar ao sol insistente em brilhar. Nada como a vida que se renova, sem que eu precise pintar isso num quadro. Sem que eu precise ensaiar uma cena, sem que eu precise compor uma canção ou te tirar da prisão. Nada como essa coisa que me disseram que existia. Nada como nesse momento calar-me e deixá-la falar.
E mesmos em saber muito de tudo, eu vivo agora no daqui pra frente.
Lorena A.
terça-feira, 24 de junho de 2008
Sometimes.
Às vezes eu gostaria de saber o que se passa comigo, se é algo real ou ilusório. Ou se é patologia, ou não.
Descobrir o caminho das pedras foi fácil. Mas encontrar o caminho de volta pra casa foi encontrar-se em meio a um labirinto de provocações absurdas que eu acho que hoje em dia já me acostumei a tê-lo comigo. É como se eu sentisse prazer nisso, somente em te agradar, sendo que usando uma tática só minha. A tática do resguardo solitário. Da redenção.
Lorena A.
domingo, 22 de junho de 2008
A própria felicidade.
A própria felicidade.
E mesmo que eu tentasse desfazer os laços de cetim, não conseguiria, pois tu me deste nós, mas não ensinou-me a desatá-los.Me fiz presa à você na minha forma mais livre. E isto se deu quando atingi a negritude penetrante das meninas dos teus olhos.
Naquele instante me entregaste as algemas e eu me tranquei, joguei a chave fora e me afoguei no teu mar de rosas.
Te entreguei até a minha espinha dorsal, onde em cada vértebra foram desenhadas as letras do teu nome, cada fonema entranhado em minha medula.
[...]
Agora, aquele moço que mora na esquina acabou de profeciar-me que a vida dura até onde você começa. E ele disse ainda que eu era feliz. Mentindo mais uma vez.
Eu sou a própria felicidade.
Lorena A.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Amor.
Amor.
Minha essência vive na tranqüilidade daquelas tardes onde não se tem muito o que fazer.Onde a presença e a segurança é o que importa, que implora pra não ser vista de longe, pra que não desapareça.
Estas tardes me atraem, assim como aquele cheiro seu de pele impregnado na minha. Em lembranças guardadas no sempre e agora mais ainda, depois de todas estas mais recentes, elas resolvem fazer mais sentido. Nada que poucas horas de avião não resolvam.
O importante é o coração.
E meu coração é assim mesmo. Intempestivo e ao mesmo tempo sublime, leve, tenta carregar todo mundo dentro dele da maneira mais confortável. Por vezes se sente ameaçado, mas logo sabe que o que importa é o valor do que carrega dentro de si. E não exatamente o quê.
Cheio de ânsia e nostalgia, me enche de esperança quando me vejo confusa, ou quando ando buscando soluções. Me enche de paixão, quando descubro por vezes do que sou capaz, da dignidade e humildade que me é oferecida, a de amar. A coisa que penetra nos meus dias feito desejos... que pede e me impele a ser eu mesma todo dia. De sê-lo sempre. O amor.
Lorena A.
terça-feira, 17 de junho de 2008
Samba!
Samba!
Sabe quando você sente que tudo que andou ouvindo, andou vendo, andou percebendo ficou meio gasto, frouxo, sem aquele tesão de sempre, a novidade, a delícia do experimental? Sentir-se assim é comum. Mais comum do que se realmente percebe. A impaciente vontade de nós seres humanos modernos moradores destas nossas grandes e preenchidas cidades é de nos sentirmos o melhor possível o tempo todo. Buscar, buscar e buscar tudo que nos faça cada vez mais o nosso termômetro de prazer subir!
Porque ele sabe sambar!
Lorena A.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Lilith.
Lilith.
Dentre as rubras unhas dos teus imaculados pés
Sob a tua boca a doçura escarlate
A juventude que inebria
Carne dura nua e crua
Feita de pele e de osso
E do mais belo colosso.
Transmite a imagem
Oh Deusa Lua
Da tua perfeita
Vaidade.
Lorena A.
Tece-lãs.
Lindo trabalho esse
de mulheres fiadeiras,
mulheres aranhas,
que com suas mãos,
tecem mantos de luz
para proteger o mundo mágico da criação.
Mulheres em ação,
sem manhas, nem tramas e artimanhas
apenas tecelãs sábias,
dos tempos de todas as luas,
minguantes, novas,
crescentes de luz e poder
e finalmente plenas,
cheias de encanto e amor.
Poesia pagã de Eliane Dornelas.
domingo, 15 de junho de 2008
Quase.
É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."
Luís Fernando Veríssimo.
sábado, 14 de junho de 2008
Em claves - música em mim.

Descubro potencialidades em mim. Ou melhor, dou ouvido ao que elas querem dizer, às suas transmissões. Encarno uma certa fantasia de roda bailada, das festas de junho ou de qualquer uma outra.
Pra ser feliz, me desfaço de todas elas e encarno a mim mesma. Na trajetória mais insípida e marcante que alguém pode desejar um dia viver.
Minha autenticidade e meu padrão autêntico são insolúveis. Notáveis e transitivos caminham juntos com aquele que me faz bem. Que me faz sentir mulher sem que eu peque um nada por isso. Onde, ao contrário do que se imagina, se vive o deslumbre, a infinita magia de ser livre.
Feito música, que quando se faz presente se liberta ao mesmo tempo,
e invade a cada um que com ela se encante, que com ela se encontre.
Lorena A.
Em claves - música em mim.

É engraçado como certas complicações antes travadas em nível íntimo e pessoal terminam por se desmanchar e sumir como uma bolha de sabão. Não entendo toda esse vontade de tornar-se um existir mais diferente que o outro, ou um deixar de ser quem eu sou de formas exageradas, exacerbadas, ou trabalhar a vida como o vento. Passou, e já foi.
Eu não entendo.
Pretensões de entendimento nem sempre entram em questão. É melhor ficar quieto.
E tudo aquilo que tem um livre fluir me encanta. Dou a melhor parte de mim e assim vêm as recompensas. Trâmites recompensadores, desígnos consolidados. Desejos saciados.
Daí mais desejos encaminhados, projetados em si.
Enamorados em mim.
Desta e de outras vidas que perpetuam como sono, vindo todo dia, sendo "presente".
Invariáveis situações me tratam como se eu fosse aquela criança imatura cheia de dramaticidade que se desmancha para poder conseguir o que quer. O amor é maior do que esses casos onde o apelo é afetivo.
Lorena A.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Fé.

Fé.
E eu soube o quanto não era fácil. O semblante segurava o que o coração queria transbordar. Foi assim durante todos esses dias. Mas quando há o enlaço em Morfeu, o tecido íntimo se mancha de dor, lamúrias de um sentimento que não passará jamais.
É mais tudo isso não quer dizer nada, porque uma vida continua e eu queria que ela continuasse assim mesmo, mas queria também um manual de como enfrentar toda a confusão causada por conta de fatos tão sórdidos.
O choro é profundo, o sentimento é profundo, a perda é profunda. A sete palmos do chão que eu nem tive coragem de ver. Mas fazer o que se tudo o que nasce, cresce, enlouquece, reproduz, incha e morre? Normal, Eu tenho conformações cabíveis pra conviver com essa realidade absoluta, o que não me bate é essa necessidade social de que eu tenho que te mostrar a pungência da minha dor. Pra que mesmo? Você tem antídoto? Eu achei uma antídoto. Teve gente que percorreu esse caminho comigo, me deu colo, afago e tudo aquilo que eu te falei ontem que queria. Pois tudo isso veio. E veio de um alguém que agora já está na distância chamada longe.
Da lama ao quarto me veio a condição de ser tua.
[Lá] pelas quatro me vi em nós.
Somente dois.
Lorena A.
terça-feira, 10 de junho de 2008
Congratulations!
Em detrimento de atribulados dias vividos por esta autora que vos escreve, digna de seus escritos publicados neste viril blog, esqueci-me de comemorar a data certa do nascimento deste tão bem nutrido meio de perpetuação de idéias minhas aos incompreendidos e efevercentes que o leêm.
Agradeço a todos que adentram nos meus diversos mundos. O lisonjeio me invade quando vejo a quantidade de comentários relevantes e de números de leitores.
E como forma de agradecimento, o vídeo da música-banda-refrão inspiradores do título do blog.
The Gathering - In Motion #2.
Drink my tears as I cry.
Obrigada à todos!
Lorena A.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Mourning.
Mourning.
Mesmo custando a atendê-la, eu fui lá, destranquei a porta e ela entrou.
Feito um vendaval naqueles extremos continentes, onde eu nunca pus os pés.
Como quem não queria nada, ela me foi cruel, cumprindo fielmente seu papel, trazendo a dor, a incerteza, a mudança, a insegurança e o medo.
E me trouxe aqui para levar-me a pessoa mais linda que conheci em toda minha vida.
Adeus, meu pai.
Que Deus, dono de todo esse mundo,
E de todos os outros que eu ainda não descobri,
Apenas adiou desta vez, o nosso encontro.
Lorena A.
terça-feira, 27 de maio de 2008
A quem quer que seja.
No sagrado e no profano,
Me reina uma condição.
Por estar dentro um do outro,
Não tenho mais nem coração.
O que um dia a vida cala,
O sentimento lateja,
Ensinando durante os tempos
A quem quer que seja.
A quem quer que seja.
Lorena A.
Almost there!

E eu ainda não me livrei desta verdadeira verdade, consolidada, com gosto de saudade.
Daquela vontade de chegar em casa do trabalho e te jogar na minha cama. De aparar a sua barba e futricar sua barriga. Ou melhor, deixar que você me futrique. Bem sentimento de balança, eu prefiro não decidir nada. Apenas sinto vontade e sugiro-as de vez em quando.
Quando o seu ser quer, ele me obedece, mas quando não, sou eu que tenho que fazer manha, antes que todas as idéias tolas se tornem visões ad[úl]t[er]as da minha vida e me façam deixar voar nessa constância impermanente de ser menina, ou de ser mulher, tanto faz.
O gênero é o mesmo e eu ainda não sou capaz de mudá-lo nem com a minha pretensão. Não sou Deus [ainda]!
E ainda aquela que grita feito gasguita disse que eu ia ficar louca. É difícil, porque eu enlouqueci lá atrás, num passado até que meio recente [ou indecente] pra gente. É difícil alguém enlouquecer mais de uma vez. Só se fica louco de verdade uma vez na vida.
E o cheiro de saudade ainda desmonta a minha boca.
Pupilas gustativas me distinguem da maioria dos mortais, me lembram o tempo todo o quanto sou real. Me lembram o tempo todo o quanto a realidade é transitória e eu até certo tempo estava perdendo tempo. Mas quando eu resolvi jogar a lagartixa na parede e chamá-la de meu amor, tudo ficou certo, simétrico, lindo...
... e com um sorriso encantador.
Lorena A.
domingo, 25 de maio de 2008
A voz do silêncio.
é um silêncio que fala.
Simples, rápido! E quanta força!
Imediatamente me veio à cabeça situações
em que o silêncio me disse verdades terríveis,
pois você sabe, o silêncio não é dado a amenidades.
Um telefone mudo. Um e-mail que não chega.
Um encontro onde nenhum dos dois abre a boca.
Silêncios que falam sobre desinteresse,
esquecimento, recusas.
Quantas coisas são ditas na quietude,
depois de uma discussão.
O perdão não vem, nem um beijo,
nem uma gargalhada
para acabar com o clima de tensão.
Só ele permanece imutável,
o silêncio, a ante-sala do fim."
[...]
[fragmento do texto A voz do Silêncio, de Marta Medeiros].
sábado, 24 de maio de 2008
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Unbeliveble.
Tudo na ampulheta agora.
No tempo.
Lorena A.
terça-feira, 20 de maio de 2008
Could be.
Eu poderia ter ficado contigo, até quando um abajur fazia mais diferença sua vida do que eu. Eu poderia ter ficado ao seu lado, mesmo que sem o corpo presente, esperando uma luz caísse na sua cabeça e te mostrasse o meu real valor. Eu poderia sim, ter ficado inerte, aparente, inconsciente, esperando a melhor hora pra deixar de te amar.
Mas como eu poderia ser tanta coisa, preferi ser eu mesma, sendo aquela que escuta o seu violão tocar e se arrepia. Aquela que escuta o ruído do seu sorriso e estremece. Aquela que viu nos seu olhos, a beleza do teu ser. A vontade de viver que tanto você tenta esconder.
E de mim você não esconde nada. Nem esta vontade insana que se perpetua durante toda uma vida (juntos), e não tem medo de nada.
Em busca da vontade coerente, o acidente foi pré meditado. Já estava escrito nas e[n]strelinhas.
E tudo foi por água abaixo.
Lorena A.
domingo, 18 de maio de 2008
Na ânsia de estrangular esse impertinente sonho.
Fui obrigada a fumar um cigarro. Em tempos de anti-lisergia, ele parece mais um objeto de falta de classe, anti ecológico, anti relax. Eu acho bom quando eu tô nervosa, saí do trabalho com aquela dor lombar e meu celular descarrega. Enquanto isso acaricio o meu gato que desse jeito também vai sofrer dos pulmões que nem eu daqui a alguns anos. Mas é como eu disse, o presente eu já dei, agora só resta esperar a aceitação positivista.
É bom porque eu fico leve quando você troca toda sua malícia por essa vontade sua de querer me ouvir, coisa de mulher isso, mas eu também gosto quando você vem com as safadezas ensaiadas em muitos anos. Levemente fico rindo quando você fica monossilábico e eu sei exatamente a função disso ou o seu significado. Sinal de que até o seu silêncio é ouro pra mim, prata pra outras.
Nada de falsificações aqui. O tempo trocado em miúdos foi suficiente pra descobertas íntimas de condições e redenções. Até para adivinhações de pensamentos e descobertas no outro. Esse frio congela meu coração e eu fico cada vez menos eu.
E nessas costas era aonde sua mão deveria nadar.
Lorena A.
terça-feira, 13 de maio de 2008
Frozen.
Acho que congelei.
Todo aquele fulgor desapareceu.
A realidade é cinza e sincera e eu tô congelada.
Fria, trôpega.
Melhor, atropelada.
Ofuscada por reflexos de egos sentimentais,
Eu parei, congelei no tempo a meu modo.
Com molho de camarão e uma pespi mundo afora.
Tinha deixado de mão aquela sensação de prisão,
Prisioneiro absoluto.
Tudo era vago
Mas mesmo assim fazia sentido.
E alma sentia mais cada um dentro de si.
Captou?
Lorena A.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
pregnant.
Mas não viver mais da ânsia da chegada, eu me peguei discutindo com prazer o por quê de não irromper essa trajetória geradora, que afinal de contas eu tenho que gerar o quê? Será que daqui a nove meses eu vou vomitar todo o meu ardor e pedir perdão por tê-lo? Obviamente, você não será o médico que tratará de minhas dores e que prevenirá a minha eclâmpsia.
Vamos ver no que vai dar.
O zigoto [bem] desenvolvido de uma paixão.
Será que vai ser bonitinha?
Lorena A.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
1, 2, 3!

E eu naquela posição mesma que dormi eu acordei. Tudo pardava. Eram como se fossem as corruptelas sentimentais que eu costumo deixarem partir-me ao meio. Mas não numa senso-condição de vontade autônoma. Mas sim filha de uma possibilidade nada extrema, nula.
Em meio a esta tarde turquesa, eu fico a me achar, dentre aqueles devaneios que latejam nas nuvem do meu cérebro. Um gelo em meio ao coração. Que só derrete com o calor do teu corpo.
Lorena A.
Justo agora.
Como quem não quer nada
Perguntou por mim
Me dizer que sim
Mas era silêncio o que se ouvia
Quando dei por mim
Agora
Logo agora
Justo agora
Eu ouvi dizer que você assim
Como quem não quer nada
Perguntou por mim
Logo agora
Justo agora
Que você assim
Como quem não quer nada
Perguntou por mim
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Almost a dance.
Tentei aquele passo,Ensaiei entrar no ritmo,
As cores enfeitaram o transe.
...e eu transpirei uma felicidade absurda.
Deslizei meus trêmulos dedos pelo seu ombro nu.
O compasso era audível.
...e eu só me percebia em tu.
Tudo num momento
Tudo num enlace.
O que seria então, meu Deus,
De mim sem esse teu disfarce?
Catástrofe absoluta
Pequeno abalo sísmico em mim.
Um dia, enquanto o homem
A Mãe-Terra habitar,
Bons ventos o trarão de volta
A este aflito olhar.
Junto com a amplitude, um segredo
Que durante o tempo
Da minha boca nunca ousou saltar.
Mas, fácil assim como a Lua muda
Assim como a chuva perpetua
Disponho-me a pensar e descubro
Que na música entendo o dançar
E nesse peito onde ainda dorme esplêndido,
O meu amor há de te encontrar.
Lorena A.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Percus-sou[l].

O batuque...
O repique me sopra um conselho
de antemão:
'Deixa fluir o desejo neguinha,
Nesse teu coração'.
A batucada de ontem
Reflete no peito de hoje.
As andanças que no mundo percorrem
Chegam ao fim
Nesse teu olhar.
O corpo,
A malícia.
As coisas que ficam por dizer,
O som do agogô,
Na pêa do couro do tambor.
Na ginga do triângulo,
Me perco no teu amor.
Um percus-sou[l].
Uma matriz máxima do ritmo
A visão elaborada, desígno.
Da vontade total de ser dada
Consumida,
Pelo teu ressoar.
Então treme neguinha,
Desarma essa tua marra,
Traz os teus cachos e esse teu rebolado
Faz de conta que o mundo
Tá na ponta do tamborim...
Dançou,
Veio pra mim.
Então tudo fluiu
Numa mente sana
Lorena A.
terça-feira, 22 de abril de 2008
Terrivelmente sempre Piauí.
A cada qual estrela matutina que brilha agora de longe, naquelas manhãs nada frescas onde somente podia sentir a brisa durante suas primeiras horas. E quando menos se espera, já se vê em estado de cansaço do sentir, por ter muita luz do Sol desta terra penetrando em suas retinas. E em ver que aquele rio vaporiza o calor humano que essa terra tem pra dar.
Todo dia é todo dia muito igual. Até quando as nuvens carregadas da previsão do tempo são insistentes e se desmancham como as meninas faceiras neste lugar, o calor é altivo e me deixa mole. Mole e com vontade de ir embora. Mole de vontade de correr por entre essas ruas, intercortando assim feito a Lua quando briga com o Sol. E olha que o Sol aqui, mais do que em qualquer outro lugar, é o rei.
Seu reino foi fortificado na caatinga e aos filhos que deste legado nasceram, restou uma propagação da dinastia paterna: o amar esse fervor tão reluzente, como nas tardes quase que insuportáveis de outubro.
E quando o peregrino desceu as vielas do centro da cidade-capital desde estado quase em chamas, viu de longe que aqui havia uma peculiaridade única, pois tendo percorrido diversamente outras entranhas no país tupiniquim, sabia que ali eram onde moravam poetas, revolucionários e sim, muitos sertanejos semi-árido.
E sim, eu amo o sem-árido.
A falta de chuva, a busca da gota de água para o florescer da exuberância caatinga me apavora e me encanta. Me deixa com falta de sono e muda. Me remete à busca da água salgada, litorânea menor desse país.
Quando ponho os meus pés andantes aqui, então, vivo uma atmosfera de prelúdios, como se eu houvesse a minha vida toda estado completamente e não intermintentemente, como já faço a alguns anos. É torto, rebuscado, mas ao mesmo tempo transmite uma leveza quase que doentia, que busca na rede estendidas nas varandas de parnaíba um refúgio, um luto sobre tudo que é angustiante, e me deixa só, sozinha com meus deleites aventuranos.
Imaginações me dão as asas pra pensar naqueles homens erectus cavernísticos que estiveram aqui provando da docência deste meu antro-lugar. Admito que diante das grandes maravilhas de suas riquezas esculpidas em pedras pela chuva não existente o ano todo, desenhadas por mãos australopitecas em paredes de pedras arcaicas, em castelos erguidos no meio de um nada histórico. Eu me sinto tão enraizada, com a sensação de ter-me achado, pisado numa atmosfera lunar.
O calor aqui não me deixa só, assim como essas pessoas não transeuntes, que querem fazer com que eu me esqueça quem sou. Não. Absolutamente não, aqui eu sou mais que eu. Eu sou todas.
Com meu eterno gosto de cajuína na boca e cheiro de carne de bode de brasa. Aqui os campos maiores já me viram e eu serei sempre a bela que à tarde ardente se rende, esperando uma noite nada vazia, preenchida por canções que revelam esse meu amor enturmescido.
Dentro do meu sotaque abobadado, redondinho, que quase eu não percebo; que até já tentei um disfarce nada convincente; carrego- te, óh terra querida filha do Sol do Equador, em qualquer que seja o meu enlaço com qualquer outra terra. Terrivelmente sempre Piauí.
Lorena A.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Certeza.
Era tipo assim como o cheiro de neném acabado de tomar banho. Não que você pudesse ser como uma criança, embora muitas vezes você comportou-se como tal e eu tive certeza de que você o era. E com esse tal comportamento comprometedor de maturidade, eu ficava anulada, retesada, com medo de que tivesse que te criar, te dar de mamar, e não pudesse nem mais sair de casa sem ter que deixar o leitinho quente esperando a hora da mamada.
Mas como nessa vida é tudo muito nada, tudo cai por terra e sempre vem pra me mostrar que as mudanças não existem por acaso, sejam elas de qualquer natureza, eu consegui perceber, depois de muito tempo que a validez dessa forma comportamental era apenas o reflexo completo do quanto a medida da sua indecisão era grande. O quanto o seu medo me queria longe, mas que era fraco diante do seu maior combate, o mais íntimo. A minha existência no seu coração.
Passei a vida toda sabendo que ele era enganoso, que quanto mais se ouvia, mais perdida e confusa eu deveria ficar. Posso até dizer que sim, que diversas vezes, por distração, por atraso, por acaso, impaciência, e até uma certa obstinação, eu era mesmo enganada, e enganada da forma mais sutil e cruel, enganada por mim mesma e pelo sentimento falso que eu insistia em muitas vezes guardar e alimentar dentro de mim.
Mas o que se dá depois que se descobre que um tal sentimento que você durante tantas noites, tantos dias se esforçou pra destruí-lo, pra tê-lo como ruim, como naquelas vezes você dizia o quando ele era inútil, o quanto ele te fazia mal e o quando você queria tê-lo longe de você?
E aí, eu volto pra historinha do engano e tudo volta a fazer sentido.
Vem uma coisa que mais me dava medo nessa vida, e que quanto mais eu fugia, mais ela se tornava aparente à mim.
Aqui ou lá, ela sempre esteve, imponente, me dizendo o tempo todo: "Aqui sempre vou está, do seu lado, te guiando. Mas não em temas. Sou sua aliada."
Só consegui entender essas palavras quando te conheci. Quando descobri a tua língua e consegui acompanhar o que você me dizia, quase que simultaneamente.
Nessa hora eu escutei um samba, e ela de fato tornou a ser quem sempre foi. A certeza do tal verdadeiro sentimento.
E aquela voz rouca que me jurava dor aos ouvidos, não fala mais, afoniou-se, e eu, só escuto os teus desígnos, aqueles que brilham nos teus olhos.
Tua beleza.
Lorena A.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Quem me viu, quem te vê.
Ah! Quem me viu, quem te vê!
Uma confusão que foi tomada pela segurança de teus braços.
UmA Divina Comédia ao acaso.
Que ao inferno e ao firmamento percorri
Sendo o caminho dentro do teu corpo
Dentro dos meus pensamentos.
Oh! Quanto eu estava errada!
Quanto errado de ti eu pensava!...
E de erros assim seguia atordoada,
Com a chave da solução na minha mão
E a venda nos olhos que a mim não permitia
A fechadura certa destravar!
Por fim, o fim é o mesmo começo.
O ébrio amor
A doce ternura.
Mas não o mesmo desejo ardiloso
Que à dor cedia e à mim escravizava
Mas que aos passoa da plenitude me faz seguir
Não de botas,
Tampouco de sandálias
Mas no descalço
Com sentindo pureza
Com sentindo sermos uno.
Lorena A.
Dream Rain.
Podia ouvir o seu sussurrado em meio à surdez da multidão. Estridentes músicas faziam fundo ao encontro de dois olhares. E desde o primeiro instante eles se amaram, até mesmo quando, visualmente, ainda não estavam um dentro do outro.
Como sois exuberante! Como soa bela em meus ouvidos todo o brilho do teu olhar! Resplandece a pureza de minh´alma, pois no fundo deles, estou eu, sendo eu, a que de concordado da distância desistiu; e em teus braços ardentes entregou-se. Sendo plena.
Lorena A.
sábado, 5 de abril de 2008
Brilho.
Pareceu como aquela vez que eu fui no banheiro e o sangue desceu. É, assim mesmo como a lágrima que escorreu por algum rosto. E eu não sei necessariamente se foi no meu. De algum lugar ela saiu, porque eu escutei o choro de longe... Meio abafado, mas indócil, dizendo com murmúrios claros que pra sempre era o fim.
Enfim.
Nem sempre no im imaginado tudo acaba-se. Muito pelo contrário. É tudo muito começo de tudo e com razão. A Fênix da minha presença está ai pra comemorar a altitude do ego. A elegância de um desprezo. A potencialidade da indiferença.
Sabia que é tão bom ser assim?
Que pena não cruzar contigo tamanhas descobertas absortas. É tão divertido!
As máscaras caem e eu continuo ilesa, porque a minha está com super-cola.
Teu dia está pra chegar, dizem as previsões nostradamísticas.
Entendeu alguma coisa? Eu, não; e, na verdade, eu não estou aqui pra entender coisa alguma, e na verdade, eu não estou aqui pra explicar, e na verdade eu não estou aqui pra te dizer o que fazer.
Bem sei eu o que fazer. Mas o esparadrapo na boca me fez calar. Me fez ressoar apenas o que o corpo não conseguiu esconder, o que estava nos olhos e não parou de brilhar.
Brilho inútil e delatador.
Tua virtude em mim é o caos, o fatídico dizer improvisado, cheio de prenúncios e sentimento.
E qual foi o bobo que falou em sentimento?!
Xii... não sei.
Talvez aquele que escreveu isso e sentiu.
Lorena A.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Objetos Circunstanciais.

A persistência insistente do querer,
A transeunte noção de vida.
Musgo de rosas
Que pena meu rio não desaguar no teu mar...
Pena de galinha,
De passarinho,
De galo estridente.
Cantando de manhãzinha assim:
Cheia de manha,
Cheiro de arte.
Salvei -me!
Daquele que me presunçou o domínio
Que não foi oculto em nenhum minuto
Mas presente no resguardo do medo.
Te disse que isso ainda ia dar naquilo
Quem mandou você brincar de amor
Comigo no ofurô...
Óh, furou!
Furou meu coração com a flecha do cupido
Que cuspiu no prato que morreu.
É, você morreu?
Em mim não...
Liberta que serás livre também!
Lorena A.
Quem ferve, sente.
Lorena A.
Levianidade
projetei meu mar de rosas, um mar de sonho,
de devaneidade.
E a esperança, açucena maltratada,
machucada,
mal cabia em mim.
Agora receio que tudo o que possa vir do mundo.
Intolerantes julgamentos,
Acusações levianas.
Existe dentro de tudo isso uma chama viva,
Mas que não me acende como antes.
Terrivelmente pálida, soturna.
Porque não posso mais esquecer o passado
Porque não posso mais prever o futuro.
Lorena A.
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