quinta-feira, 5 de março de 2009

Primavera-Verão.



E calo-me entre as rosas desvanecidas
Porque delas é o silêncio dos amantes,
Das almas esquecidas
E da tristeza eloqüente.
Inerte.

Fecho-me no transe
Transparecente
Assim feito o rio que não deságua no mar,
Não mais.
Nada a derramar.

O horizonte é distante!
Demais é talvez sem pensar.
Desnutrindo outros lados
Abortando aqueles sins...
Desfazendo aqueles nãos...

Enfim!

Bonito é o dia
E eu não sei nada ao certo.
Voam em mim pensamentos
Como brisas terrenas, marítimas...

Ama[r]ítimica.

Não vale morrer em verso
Inconsequentemente.

Refugio-me no banho
Em cores, no branco
No bálsamo
No brotar do meu jardim.

Se de todas as estações
Delas saí ileso,
O que esperar senão a ti?










Lorena A.

Um comentário:

arteimitavida disse...

Passando para deixar meu oi...

Adorei o texto a gente não sabe nada mesmo!!!
Ainda bem né?! O mundo fica bem mais bonito com as descobertas...

Bjoks

scraps.


Trimera Casa de Letras.

Blogueiros do Piauí.