sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

assim como talvez um não.



e um dia a menina viu-se em um não.

o não querer já era quase senão.

senão o que então?

digo que o que viveu foi único

foi belo e permissivo.

mas não me permiti tanto assim,

é por isso que estou aqui.

eu sempre soube que ela ia voltar,

que um dia a marra ia acabar.

em seus cabelos pretos

existe uma história de antes

um afago de dois

de dois mundo

dois corações.

não serei sua por tanto tempo

apenas pelo tempo que um dia ousou criar.

o tempo que me envolve

que me consola

e me torna ainda mais menina.

o tempo de quem disse que não podia

o tempo de quem disse que eu não sabia.

e tu sabias sim,

e tornastes sempre meu

mesmo quando estava lá

mesmo quando eu estive aqui

mesmo quando eu estou em ti.

tudo é tão raro,

tudo é tão lapso,

não aguento mais esperar...



vem vem agora

vem me amar.




Lorena A.




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