sábado, 8 de dezembro de 2007

dias de cinza, pensamentos bicolores.


os sonhos vão pra gaveta. da-se início às prioridades. enfim, todos concordaram que deveria ser assim. e eu, mesmo conseguindo ou não teria de aceitar aquele desapego.
aquela antiga lição vinha à tona sempre que as rédeas fugiam do seu controle. E assim, ela via-se obrigada a entregar-se nas mão daquele que considerava um Deus.
e era sempre inútil não considerar a forte influência desta parte.
pois, como em todo e qualquer tipo de situação que passasse, a Este ela sempre recorre. E sempre alcança o que deseja. uma hora ou outra.
então, em algumas dessas várias horas que permanecia em um berço, inerte ao tempo, mergulhava em livros. todos os tipos que lhe era proporcionado, possibilitado. a leitura sempre era um refúgio lícito, cabível e fantástico. até quando se dava ao luxo de ler coisas que considerava de baixo escalão, refletia de algum modo o que aquilo poderia de alguma forma fazer sentido em sua vida. na maioria das vezes, não fazia sentido nenhum e lhe deixava um vazio que ela mal podia suportar.
escrevia por fim, algo que lhe viesse à tona, deixando escapar milhares de confissões nas entrelinhas. dando comida a milhares de leitores famintos e assíduos, curiosos então. deixando-os cada vez mais com sede de mistério.


[cont.]

Lorena A.



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